Atualmente, as instituições de memória como o Arquivo Público do Estado de São Paulo utilizam dois métodos de preservação: a microfilmagem e a digitalização. Mas qual desses dois procedimentos seria, afinal, o mais adequado para preservar e difundir o acervo dessas instituições?
Ao analisar cada um desses métodos, o gestor deve considerar analisar três momentos do processo: a captura da imagem, o seu armazenamento e o acesso à cópia produzida. Para decidir que método será empregado, e em que momento, é importante considerar, primeiro, os objetivos do programa de preservação.
Se os encarregados do projeto desejarem uma imagem exatamente igual ao original, precisarão de tecnologia digital. Mas se o objetivo for apenas a facilitação da consulta, a tecnologia de microfilme, já bem estabelecida e madura, será suficiente para a maioria dos materiais impressos.
Quanto à preservação, o microfilme de alta qualidade, se bem armazenado, pode durar até 500 anos. E o seu custo de armazenagem é moderado.
Por outro lado, a qualidade da cópia de um documento em microfilme muitas vezes deixa a desejar. Ao produzir um rolo de microfilme, não é possível graduar a captura de modo a melhorar a imagem, individualmente, de cada página ou mesmo de cada documento fotografado. Por isso, a qualidade da imagem produzida tende a variar muito. A cópia em microfilme também não é uma boa solução para a preservação de imagens coloridas.
Além disso, com o passar do tempo, o custo de mão-de-obra especializada para o processamento do microfilme tende a aumentar.
Mas o maior ponto fraco do microfilme é a dificuldade de acesso e de difusão em larga escala, que pode ser garantida pela digitalização. Com a popularização da Internet, a armazenagem digital garante o acesso rápido à informação pelo público em geral, e termina com a necessidade de deslocamento até o local de consulta. A digitalização abre também a possibilidade de construção de Banco de Dados para procura de informações mais específicas. A melhoria do acesso à coleção arquivística permite economia de custos, que pode ser utilizada na preservação.
Mas a digitalização também tem seus pontos negativos. Tecnologias digitais mudam constantemente. Como garantir que a solução adotada não precise ser trocada mais tarde, para se adaptar a novas tecnologias? As mídias de armazenamento de imagens, como DVD e CD, ainda não demonstraram a mesma durabilidade do filme. Caso essas imagens se percam, será necessário um novo escaneamento – o qual, por sua vez, exporá um original já com problemas de conservação a uma deterioração ainda maior. Atualmente, um sistema de preservação baseado apenas numa das duas tecnologias pode apresentar as seguintes desvantagens:
1. Sistema apenas com microfilmagem
O sistema que utiliza apenas o microfilme não garante gradações de cor ou matiz, a não ser que o filme seja da mais alta qualidade. Além disso, pouca atenção é dispensada, quando se faz um microfilme, à indexação e à criação de processos automatizados de recuperação de informação. Mais tarde, se o filme for digitalizado, novos métodos de acesso precisarão ser criados. Utilizando apenas o microfilme, sem Banco de Dados, é possível identificar, por exemplo, apenas uma publicação, e não os artigos e reportagens; e é impossível trabalhar com palavras-chave. E a difusão em larga escala não é possível.
2. Sistema apenas com digitalização
Nesta solução, existe a necessidade de garantir espaços significativos de armazenagem dos dados digitais produzidos em alta resolução (como os arquivos TIFF). Caso contrário, as tentativas de economia de espaço para cópias podem resultar na produção de imagens apenas em arquivo mais leves, como os de formato JPEG. Estas imagens, porém, tem qualidade inferior à do original, resultando em prejuízos aos objetivos de preservação. Para garantir o armazenamento de imagens mais fiéis (e portanto mais pesadas) é preciso criar soluções de storage em servidores, o que implica em custos mais pesados.
Por tudo isso, um sistema híbrido, que combine as vantagens das duas técnicas, frequentemente é a melhor solução para um programa de preservação nas instituições, e é recomendado por vários especialistas.
A preservação em sistema híbrido pode começar com a microfilmagem, e depois evoluir para a digitalização dos microfilmes. Hoje também existem máquinas que podem fazer as duas coisas simultaneamente – digitalização e microfilmagem. Mas as dificuldades inerentes ao meio continuam: a cada geração de cópias, o microfilme perde cerca de 10% de resolução, e ainda exige espaços físicos de armazenamento.
Já a digitalização em primeiro lugar pode garantir não só uma imagem de boa qualidade, como um microfilme melhor, gerado a partir dessa imagem. Na digitalização, toda cópia é de primeira geração. Por tudo isso, o sistema de escanear primeiro, e depois microfilmar, está se tornando a alternativa mais eficiente, inclusive em termos de custo.
Combinando as duas técnicas, temos uma soma das melhores características de microfilme e digitalização:
Microfilmes – armazenamento a longo prazo garantido;
Digitalização – difusão em larga escala das imagens produzidas; habilidade de tratar e melhorar essas imagens.
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Fonte: Willis, Don, Uma abordagem de sistemas híbridos para a preservação de materiais impressos, Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos, Rio de Janeiro, 2001, 2º edição.
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Links:
Como Fazer Programas de Reprodução de Documentos de Arquivo v.7 – Esther Caldas Bertoletti - Publicação do Arquivo Público do Estado de São Paulo – Coleção “Como Fazer”
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lunes, 9 de julio de 2012
miércoles, 20 de junio de 2012
Escáner Digitalizador de Libros V-Scan Cobra A2+ y A1+ para Libros Delicados y Peculiares | Book Scanners Book2Net
La combinación de la forma de V de la cuna del libro y el vidrio en forma de V mantiene el libro abierto en un no-estresante ángulo de 90 grados para la digitalización de dos cámaras digitales de muy alta resolución.El book2net V-Scan Cobra no utiliza torneros automatizados de página; un ser humano debe voltear cada página de forma manual ya que las imágenes se están digitalizando.
La Book2net informa que el Cobra V-Scan no daña las páginas como de algunos de los torneros de página automáticos. Si usted tiene un libro delicado y raro que no va a querer un robot automatizado pasando las páginas para usted, usted prefiere un ser humano capacitado para hacer el trabajo, ¿verdad? Esto es especialmente importante cuando las páginas son rígidas y frágiles y no se puede convertir fácilmente cuando se utiliza un dispositivo robótico.
De hecho, los torneros de página robóticos no pueden operar de una manera verdaderamente desatendida. Un operador humano debe ser siempre cercana para manejar los atascos o cualquier situación en la que las páginas no gira bien.
El book2net V-Scan Cobra puede proporcionar cuidado amoroso para el libro que se está escaneando, suponiendo que el operador humano está debidamente capacitado. (La capacitación exige tiempo de pocos minutos.)
El book2net V-Scan Cobra tiene una complejidad mucho menos mecánico que en escáneres de libros con el giro automático de la página, por lo que el mantenimiento es mucho menor. El book2net V-Scan Cobra también usa un ordenador estándar para instalar el software Book Expert y puede escanear más de 1800 páginas por hora.
Se utilizan en los departamentos de libros raros de muchas bibliotecas importantes. El beneficio que book2net tiene una profundidad de 12,7 centímetros de foco que es muy útil para los libros frágiles que no se puede abrir completamente.
Haga clic aquí para más información mail: info@ristech.ca
Distribuidor América Latina
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Ubicación:
Ciudad de México, DF, México
martes, 22 de mayo de 2012
Royal Ontario Museum ahora usa el book2net Spirit digitalizador de libros
El más grande museo internacional del país, el Royal Ontario Museum añadido recientemente la tecnología de escaneo de libros digitales de Ristech. El museo utiliza ahora el Book2net Spirit de alta resolución y eficiencia energética en la sala de lectura de su biblioteca.
Font: Royal Ontario Museum Selects Ristech to Provide the book2net Digital Book Scanner for Patrons
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Ubicación:
Ontario, Canadá
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